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Farol Alto

Nakata lança amortecedores para comerciais leves

quinta-feira, 12 de julho de 2012


A fabricante oferece para o mercado de reposição
amortecedores para os utilitários Montana, Hoggar, 
Kangoo, Hyundai  HR, Kia Bongo e Hilux

As picapes compactas Chevrolet Montana e Peugeot Hoogar, a minivan Renault Kangoo, os utilitários leves Hyundai HR e Kia Bongo, e a Toyota Hilux (picape e SW) têm agora disponíveis no mercado de reposição a opção de amortecedores pressurizados HG com a marca Nakata, com garantia de seis meses. Confira os códigos do produto para cada aplicação:

Chevrolet Montana, fabricados de 2010 a 2012: HG 31176 (traseira) e HG 33056 (dianteira)
Peugeot Hoggar: HG 31181 (traseiro), HG 33059 e HG 33060 (dianteiros);
Renault Kangoo Furgão(de 1999 a 2012): HG 31164 (traseiro) e HG 31162 (dianteiro);
Renault Kangoo Passeio (de 1999 a 2012): HG 31163 (traseiro) e HG 31162 (dianteiro);
Hyundai HR 2.5 8VTCI (de 2005 a 2012): amortecedores hidráulicos AC 31182;
Kia Bongo K2500 (de 2008 a 2012): HG 31166 e HG 31167;
Kia Bongo K2700 (1997 a 2012): HG 31166 e HG 31167;
Toyota Hilux 4x2 e 4x4 (de 01/05  a 06/12): HG 31145 (traseiro) e HG 31144 (dianteiro);
Toyota Hilux SW4 4x2 e 4x4: HG 31149 (traseira) e HG 31148 (dianteira).

Além de amortecedores, a Nakata fornece para o mercado de reposição automotiva uma linha completa de componentes para suspensão, transmissão, freios e motor.

Renault investe em serviços rápidos


Fachada da loja de Curitiba, que iniciou atendimento em julho aos donos de carro Renault

Ideia importada da França e Argentina, onde a Renault tem enorme participação de mercado pela tradição da marca, o sistema de serviços rápidos que a montadora acaba de inaugurar no Brasil, batizado de Renault Minuto – Serviços Rápidos, vai concorrer de forma direta com as oficinas independentes, principalmente nas trocas de óleo, filtros, baterias, correias, reparos em freios, suspensão, escapamento, conjunto de iluminação e sistema de ignição, balanceamento e alinhamento.

A proposta é atingir o dono do carro que não freqüenta mais a concessionária, e as armas utilizadas pela montadora têm calibre para abocanhar uma fatia interessante deste mercado, pois este tipo de posto de serviço conta com total suporte e apoio técnico da marca (treinamento e ferramental).

Ao cliente Renault, motivos para comemorar, pois levar o carro na concessionária é sempre dispendioso e pouco prático. Ainda restam dúvidas sobre o custo, mas ao que tudo indica, será mais em conta do que a concessionária, porém não muito. No informativo divulgado, uma troca de óleo com filtro e mão de obra sai por R$ 99.

Capaz de a iniciativa esvaziar um pouco os pátios das concessionárias, que já não tem mais espaço para atender tantas revisões em garantia. Como disse anteriormente, bom para os clientes da marca.

A primeira loja fica em Curitiba – PR (avenida Marechal Floriano Peixoto, 9.834 - no bairro Boqueirão), e pertence ao grupo de concessionárias Renault - Fórmula. Conta com 420 m², dos quais 350 m² destinada a oficina, quatro boxes com elevadores pantográficos, (capaz de suspender o utilitário Renault Master), além do ferramental homologado para execução de reparos rápidos.

A proposta da loja é ser como uma oficina de rua, em que o cliente trata diretamente com o mecânico, sem agendamento, com sala de espera com água, café e internet. A diferença é a utilização de peças originais Renault e a disponibilidade de ferramental, que torna o serviço mais fácil.

Terá cinco reparadores, estoque de peças, seis vagas para estacionamento, horário de atendimento de segunda a sábado, das 7h30 às 19h30. A intenção da Renault é expandir o projeto também no Brasil, que deve ter mais de 70 lojas em 2016, sendo 12 em São Paulo (capital).

No mundo, já existem mais de 1.300 unidades em funcionamento, que atende mais de 5 milhões de clientes/anos. 

Técnicas para vender mais

quarta-feira, 11 de julho de 2012


Boletim 18/2012 – 11 de julho
Alexandre Akashi

Teste drive promovido pela concessionária Tietê, no Sambódromo do Anhembi, em São Paulo, para encantar os clientes

Na semana que passou participei de evento interessante oferecido pela concessionária Tietê, para apresentar aos clientes a nova linha de caminhões extra-pesado MAN TGX, que conta com cavalos mecânicos 28.440 6x2, 29.440 6x4 e 33.440 6x4, destinados a aplicações rodoviárias.

O novo MAN TGX
Um belo veículo, com muita eletrônica embarcada e diferentemente da maioria dos modelos extra-pesados, atende à legislação Euro 5 com tecnologia EGR (recirculação dos gases de exaustão), que dispensa o uso do Arla 32. Apesar de ser considerado mais sensível à presença de enxofre, o sistema EGR sozinho consegue atender às normas.

Vale lembrar que os veículos Euro 6, comercializados na Europa, utilizam uma combinação de EGR co SCR (redução catalítica seletiva, com uso do Arla 32), porém, por lá, não existe diesel com 1800 PPM de enxofre, tal como aqui. A aposta da MAN é arriscada e vai precisar de muita interação com os clientes para evitar problemas irreparáveis.

Conta com motor diesel de 12 litros e 440cv
O evento contou com tudo o que o transportador gosta: ambiente familiar, diversão, comida e bebida a vontade, e a oportunidade de acelerar o novo caminhão em pista preparada, no Sambódromo de São Paulo. Este teste drive foi o suficiente para mostrar que a estreia da MAN no Brasil é para trazer tecnologia ao setor. Com cambio automatizado, qualquer pessoa com um pouco de noção de espaço consegue dirigir o TGX.

E assim a Tietê se diferencia no mercado, em relação os demais concessionários da marca. Com um atendimento diferenciado, especialmente criado para mostrar ao cliente o quanto ele é especial para a empresa. E é justamente isso que o aftermarket automotivo precisa criar, para sobreviver em meio a tantas opções que existem no mercado.

Encantamento
O aftermarket precisa encantar o cliente. É difícil, eu sei, pois quem vai à oficina é porque está com um problema, desiludido, e às vezes, até mesmo com raiva. Ouvir o que ele tem a dizer é a primeira forma de conquistá-lo. A segunda, é dizer que tudo tem solução, não importa o que seja (mesmo que ela seja difícil e dispendiosa).

Neste momento é preciso desarmá-lo, pois está muito preocupado com o valor do orçamento. Nem sempre o valor justo para a oficina é assim para o cliente. Todos sabemos que há carros que não valem o esforço, e quem os possui, muitas vezes desconhecem o tamanho do problema.

Nestes casos, não tenha receio de recusar o cliente. Mas, Alexandre, recusar cliente? Sim, por que não? Em um carro que você sabe que vai gastar muitas horas de trabalho para trocar uma peça de baixo valor agregado, e não vai conseguir cobrar o preço justo da sua mão de obra, só porque o cliente pensa: ‘a peça custa tão pouquinho, por que uma mão de obra tão cara?’, é melhor nem entrar no mérito.

Esta semana mesmo presenciei um caso assim em uma oficina. O cliente chegou com um Chrysler Stratus, daqueles, para fazer alinhamento e balanceamento. Quando recebeu o orçamento, saiu berrando que na loja de uma grande rede de pneus o serviço custava a metade do preço e que aquilo era um absurdo! O que fazer? Deixar ir embora, pois não é possível rebaixar o valor do seu conhecimento no assunto só porque o cliente acha que não vale a pena.


Porém, na maioria dos casos é possível fazer a venda, seja de uma manutenção preventiva ou corretiva. Há sempre uma alternativa que vai deixar o cliente contente, mesmo que gaste um dinheiro que não estava no orçamento. Por isso é importante lembrá-lo sempre que carro é sinônimo de despesa, e para não ser pego desprevenido é preciso estar em dia com a manutenção preventiva.

É preciso lembra que na oficina é possível oferecer soluções sob medida para cada cliente e montar para ele um plano de manutenção programada, de acordo com o uso do veículo. Assim, com visitas periódicas à oficina, o carro dele em pouco tempo estará com todas os itens de maior desgaste em dia, sem que ele perceba um rombo no orçamento.

O segredo, assim, é o planejamento. Se o dono do carro não tem experiência para fazê-lo, você, como mecânico tem. E neste momento, é válido até mesmo pensar em contratar uma pessoa somente para gerenciar isso, pois quando se tem uma dúzia de clientes, a tarefa não é difícil, mas quando este número sobre para algumas centenas, ai aperta.

Pois é importante não esperar o cliente vir até a oficina, mas sim, alertá-lo de que está na hora de verificar como está o carro. Em certa ocasião, entrevistei o empresário Frederico dos Ramos, que na época era presidente da Andap (Associação Nacional dos Distribuidores de Autopeças), que afirmou: ‘o carro se degrada aos pouquinhos e vamos nos acostumando com ele até o dia que ele para de vez’. E ele tem toda razão.

Por isso, é válido até mesmo disponibilizar para o cliente um carro novo, a título de teste drive, para ele comparar com o dele. Com certeza será muito mais fácil ele entender que realmente precisa de um plano para manter o carro sempre em bom estado.

Desânimo e desilusões no setor de importados


As vendas de veículos importados vão de mal a pior segundo os executivos da Abeiva (Associação Brasileira das Empresas Importadoras de Veículos Automotores), o que tem resultado na demissão de cerca de 10 mil das 35 mil pessoas que as empresas da associação emprega atualmente.

O problema, claro, foi o aumento do IPI em 30 pontos percentuais, além da alta do dólar, que já faz algum tempo é comercializado a pouco mais de R$ 2. Com isso, a Abeiva anunciou queda de 21,6% no volume de vendas de veículos, no acumulado de janeiro a junho deste ano, em relação a igual período do ano passado, quando foram vendidas 90.518 unidades.

A Kia, como representante de maior volume de vendas, responsável em 2011 por quase a metade da quantidade de carros comercializados pela Abeiva, foi a que mais apresentou retração. De fato, se excluirmos os números da Kia no primeiro semestre de 2011 e 2012, o resultado é quase igual, com 49.852 veículos em 2011, ante 48.909 em 2012.

Mesmo assim, todas as 29 associadas da Abeiva estão desanimadas, desiludidas e em depressão com a situação, pois como tiveram um 2011 excepcional, esperavam um 2012 tão bom quanto ou até melhor. “A situação não é só negativa, é desesperadora”, afirmou o presidente da Abeiva, Flávio Padovan. “Muitas empresas operam com margem negativa”, lamentou.

Todos perdem
Neste samba do crioulo doido, todos perdem, e claro, quem perde mais é o consumidor, pois já existem boatos de montadoras que pensam em deixar de operar diretamente no Brasil. Mas, além de reduzir imediatamente 10 mil postos de trabalho, as empresas associadas projetam vendas 40% menores em 2012 em relação à 2012, em um momento que a indústria automotiva nacional deve apresentar crescimento de 5%.

Com isso, a quantidade de imposto recolhido pelo governo, provindo das importações de veículos, também sofrerá queda de 40%, de R$ 6 bilhões em 2011 para R$ 3,6 bilhões este ano. 

Para sobreviver, a Abeiva pleiteia junto ao governo a revogação do aumento do IPI, ou um plano de cotas de isenção para a aplicação do imposto.

Dana faz 65 anos de Brasil

terça-feira, 10 de julho de 2012


Este mês, a Dana comemora 65 anos de atividades no Brasil, com crescimento nos negócios na região do Mercosul e com o lançamento de novas tecnologias. Somente nos últimos anos, investiu mais de US$ 330 milhões em suas operações nacionais.

“No ano passado demos um importante passo para ampliar nossa presença no mercado e fortalecer ainda mais nossa participação dentro das operações mundiais da Dana”, explica Harro Burmann, presidente da Dana na América do Sul. “A estratégia da empresa para se tornar o único fornecedor, em toda a região, de sistemas completos de driveline já resultou na conquista de novos negócios e no fortalecimento das operações brasileiras, com a valorização do potencial, da competência e do talento brasileiros”, explica o executivo.

História
No dia 10 de julho de 1947, nascia no Rio Grande do Sul a Albarus, hoje Dana. Fundada pelo imigrante alemão Ricardo Bruno Albarus, a então Albarus Cia. começou, antes mesmo da instalação das principais montadoras, durante os anos 50, como uma pequena oficina mecânica de precisão e, gradualmente, especializou-se na produção de peças para a crescente frota de veículos importados que circulavam pelo País.

Em 1948, para atender à solicitação de um cliente que desejava adquirir mil cruzetas, a Albarus diversificou a sua linha de produtos e passou a fabricar o importante componente. A encomenda foi feita pela empresa Figueiras, de Porto Alegre, e tinha como destino o mercado de reposição de autopeças para os veículos utilitários da marca Jeep.

Pouco depois, a Ford "descobriria" a Albarus. O primeiro pedido da fabricante norte-americana mudou o destino da empresa e marcou o início da produção de cruzetas para as montadoras, ainda para o mercado de reposição, pois a indústria automotiva brasileira só se estabeleceria alguns anos depois, no final dos anos 50.

Em 1955, por uma sugestão da Ford, Ricardo Albarus aproximou-se da Dana Corporation - então Spicer Manufacturing Co., fabricante norte-americana de eixos cardans - em busca de novas tecnologias. Essa associação selou o início das atividades da Dana no Brasil e foi o primeiro investimento da companhia fora dos EUA. Em pouco tempo, a Dana assumiu o controle acionário da Albarus e constituiu-se, a partir dos anos 70, em um dos mais importantes fornecedores de autopeças para as montadoras de veículos instaladas no Brasil.

No ano de 1993 a empresa dava seus primeiros passos em direção a um mercado cada vez mais globalizado. Ainda conhecida por Albarus, passou por um período de transição, que introduziu o nome Dana Albarus no mercado brasileiro. Alguns anos depois, a marca Dana ganhou o destaque esperado, mas o nome Dana Albarus permanece ainda hoje como uma referência de qualidade no mercado.

Em 2011, a Dana fez um importante movimento e tornou-se o único fornecedor de sistemas completos de driveline, com produção local no Brasil e na Argentina, para toda a América do Sul. A empresa passou a fabricar uma nova família completa de eixos dianteiros na unidade de Sorocaba, que resultou no investimento de US$ 150 milhões, o maior já feito pela companhia fora dos Estados Unidos.

Esse movimento da Dana para a produção de eixos médios e pesados, iniciada em outubro do ano passado na planta de Sorocaba, permitiu o aumento nas vendas anuais em cerca de US$ 400 milhões e elevou o faturamento na América do Sul para US$ 1,5 bilhão. Os eixos e cardans são fornecidos para as principais montadoras instaladas no Mercosul, como Agrale, Ford, MAN, Mercedes-Benz, Volvo, Scania e Toyota, entre outras.
 

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